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POR QUÊ? Surgem peixes grandes, mortos, nas águas do Lago Azul

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O peixe da foto, pobrezinho, morreu de boca aberta, certamente sufocado por falta de oxigênio ou por outro motivo qualquer que lhe ceifou o direito de nadar nas águas do Lago que já foi Azul, em Araputanga. FOTOS AQUI. Outrora povoado por enorme cardume que atraia moradores e turistas, o Lago Azul, hoje (19), está cheirando mal e talvez sua beleza só encanta visto de longe.

Local de festivais de pesca, o belo Lago foi criado na gestão do então prefeito Airton Português, sob a ideia de ser cartão postal de Araputanga, por indicação do ex-vereador Ilídio da Silva Neto, que zelou do local. O próprio Ilídio alimentava e tinha muito cuidado com os peixes, até o encerramento de seu mandato de vereador, em dezembro de 2012. Talvez por "falta de algo mais", a beleza vai aos poucos, perdendo o encanto.

FALTA OXIGÊNIO?

Apesar da chuva que deveria oxigenar a água, alguma coisa está errada, pois, o surgimento de enormes peixes mortos denuncia a qualidade de vida; se não é falta de oxigênio, que produto estaria a envenenar a vida no Lago? A reportagem conversou com o guarda diurno que cuida do local.  O trabalhador está em greve, segundo ele, porque ainda não recebeu o pagamento referente ao mês de janeiro/15, isto quer dizer, que no Lago pode não ter ninguém trabalhando.

APARÊNCIA

Se a aparência das imediações lacustres é boa, com grama aparada, o mesmo não se pode dizer da qualidade da água. Com a chuva, a água está com coloração escura e um pouco avermelhada.  Às margens do paredão de pedra que reúne as águas e forma o Lago, a sujeira aparece boiando. 

Junto com a sujeira, a reportagem fotografou os peixes mortos, nas proximidades da ponte que cruza trecho mais curto do Lago. Quem valoriza a vida   pode facilmente perceber o sofrimento que os peixes passaram até que a morte os ceifassem definitivamente.

DENÚNCIA

O fato de os peixes boiarem pode ser o último ato da vida, a denunciar a possível péssima condição, que a vida marinha/lacustre enfrenta atualmente no local.  Se o recado não for compreendido por algúem, cabe aos biólogos e a outras instâncias que vigiam a continuidade da existência de vida marinha, a exigir da gestão que explique o que estaria acontecendo, isto é, a razão que os peixes morreram.

Navegar as águas do lago com um pequeno bote, como foi feito hoje (19), por pouco mais de meia hora, pode não ser a solução do problema se a questão estiver além da oxigenação da água.